Loja virtual atrai também os pequenos |
| Por Webmaster | |
| 01 de February de 2007 | |
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O Brasil está entre os dez maiores no ranking mundial do comércio eletrônico. É o líder na América Latina, mas ainda tem muito espaço para crescer O comércio mudou muito nos últimos anos. E a grande responsável por essa mudança foi a Internet. É na chamada loja virtual, também conhecida como Comércio Eletrônico ou e-commerce - ou seja, processo de automação das transações e transferência de dados mediados pela Internet -, que os clientes ganham em comodidade e os empresários em oportunidade. "Na verdade, a venda pela Internet é apenas mais um canal de comercialização. Uma porta que pode ser usada estrategicamente", explica Sandra Regina Fiorentino, consultora jurídica do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP). Assim, a Internet que chegou ao Brasil apenas em 1991, e ficou disponível para exploração comercial em 1995, se transformou rapidamente em um ótimo ponto-de-venda, com baixo custo de manutenção para os empresários, desenvolvendo com o passar dos anos um jeito único de vender. "Esse é um meio democrático, comporta o grande e o pequeno. Os maiores lojistas têm 80% desse mercado. Mas os outros 20% estão aí para serem abocanhados. Ainda é um jogo de grandes, mas de muita oportunidade para quem é empreendedor", destaca Gastão Mattos, consultor de varejo Eletrônico da Câmara Brasil de Comércio Eletrônico - Câmara-e-net. Dados indicam que há razão para apostar na novidade. Segundo Mattos, em 2004, 5 mil lojas estavam vendendo pela Internet. Hoje esse número saltou para 10 mil. "O lojista precisa entender que esse é um canal diferente, com uma automação, tecnologia e logística sofisticada", explica. Mattos acredita que o aumento do uso da Internet também passa pela questão cultural e que é preciso estabelecer uma relação de confiança entre consumidor e empresas. "Nos Estados Unidos, país líder no comércio eletrônico e principal mercado, 70 milhões de pessoas compram via Internet", conta. O Brasil está entre os dez maiores no ranking mundial. É o líder na América latina, com larga vantagem sobre os outros, mas ainda tem espaço para crescer. Há motivos de sobra para investir na estratégia de conquistar o cliente, via computador. "O ano de 2006 foi histórico porque houve a inclusão de pessoas de baixa renda no público comprador. Com financiamento de produtos em até 24 meses. Isso tudo aponta para um crescimento", explica o consultor da Câmara- e-Net. As grandes redes se anteciparam e apostaram para valer no filão, que além da comodidade oferece outras vantagens. "Esse tipo de comércio nunca fecha e você recebe o produto em casa". Procedimentos legais Segundo a consultora jurídica do Sebrae-SP é comum as pessoas pensarem que para atuar no comércio eletrônico pode-se dispensar os procedimentos legais. Mas não é assim. "Uma coisa é falar em loja virtual, mas empresa virtual não existe", assinala. Sandra Regina alerta aos interessados que para investir nesse nicho, é preciso percorrer basicamente os mesmos passos que um empreendedor tradicional, como por exemplo, aquele que vai abrir uma lanchonete na esquina. Ou seja, é preciso constituir uma empresa formalmente. Ela deverá obrigatoriamente ter endereço físico, no qual será legalmente constituída a Pessoa Jurídica, independentemente de sua forma de atuação. A loja virtual poderá comercializar produtos por conta própria, devendo, para tanto, ter um local para estoque de seus produtos. Também poderá atuar como representante, onde somente fará a intermediação dos negócios, entre consumidor e fabricante. Nesse caso, não há necessidade de local para estoque de produtos. "É como se fosse uma empresa como outra qualquer, só que o empresário não fica atrás do balcão fisicamente, o portal da Internet faz esse serviço", explica. Como na montagem de todo negócio, é preciso pesquisar e avaliar o mercado, identificar o público- alvo, saber quais são as necessidades dos clientes. Neste caso, como a venda de produtos/serviços é feita através da Internet, é preciso conhecer o mercado do mundo virtual (o número de internautas, o que costumam comprar, quanto estão dispostos a pagar, etc). Recursos visuais A loja virtual não é diferente, mas tem suas peculiaridades. Por exemplo, precisará de uma página eletrônica, que não seja apenas uma bela página no sentido artístico, com diversos recursos de imagens, cores e formatos, para atrair os internautas/clientes, mas sim um instrumento para que esses futuros compradores possam obter informações do seu negócio, seus produtos e/ou serviços, como também entrar em contato direto com a sua empresa. Para atender a estas necessidades comerciais são necessários softwares para fornecer recursos para a movimentação dos bancos dedados de clientes, dos fornecedores e pagamentos, controles bancários, etc. Como nada é perfeito, o comércio eletrônico também tem o seu calcanhar-de-aquiles. São eles: ausência de contato direto com pessoas; limitações de entretenimento; limitações do uso de alguns sentidos (olfato, tato, sabor) na experiência de compra; receio sobre segurança de informações e invasão de privacidade; falta de familiaridade com computadores para alguns consumidores. Um processo importante no comércio eletrônico é a logística. Deve- se entender logística, como os processos relacionados com o mercado, o que inclui o atendimento ao cliente (venda pela loja), distribuição e entrega do pedido, cobrança e controles internos tais como: recebimentos e pagamentos, fluxo de caixa, estoques, etc. Tradicionalmente as "lojas virtuais" operam com cartões de crédito como forma de recebimento pelas vendas realizadas. "Por esse formato, o índice de inadimplência cai bastante", diz a consultora. Porém, é possível trabalhar também com débito em conta corrente, boleto bancário e até mesmo cheque pré-datado. Mas isso implica em custo durante a montagem dos sistemas de pagamento. Já a segurança na Internet é imprescindível. Existem vários níveis de segurança que englobam desde equipamentos até programas específicos para este fim. "A segurança on-line é sofisticada. Essa é justamente uma das barreiras do comércio eletrônico no Brasil. O processo de dúvida é grande e precisa ser superado", conclui Mattos. |
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| Última Atualização ( 01 de February de 2007 ) |